Mostrando postagens com marcador Rio Grande do Sul. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio Grande do Sul. Mostrar todas as postagens

Indumentária gaúcha

0 comentários
Indumentária gaúcha



Traje Indígena - 1620 à 1730






Índios Missioneiros: (Tapes, Gês-guaranizados): Os Missioneiros se vestiam, conforme severa moral jesuítica. Passaram a usar os calções europeus e em seguida a camisa. Usavam, ainda, uma peça de indumentária não européia, proximamente indígena, o pala bichará. Essa peça de indumentária não existia no Rio Grande do Sul antes da chegada do branco, pois os índios pré-missioneiros não teciam e nem fiavam.



Índios Cavaleiros: ( Mbaias, Charruas, Minuanos, Yarós..): Usavam duas peças de indumentária absolutamente originais: o "chiripá" e o "cayapi". O chiripá era uma espécie de saiaO cayapi dos minuanos era um couro de boi, inteiro e bem sovado (que se usava às costas) com o pêlo para dentro e carnal para fora, pintado de listras verticais e horizontais, em cinza e ocre. À noite, servia de cama



A mulher missioneira usava comumente o “tipoy”, longo vestido formado por dois panos costurados entre si, deixando apenas sem costurar duas aberturas para os braços e uma para o pescoço. Na cintura, era apertado por uma espécie de cordão, chamado “chumbé”. O chiripá era, então uma espécie de saia, constituída por um retângulo de pano enrolado da cintura até os joelhos.


Traje Gaúcho - 1730 à 1820
Patrão das Vacarias e Estancieira Gaúcha:

O primeiro caudilho riograndense, tinha mais dinheiro e se vestia melhor. Foi o primeiro estancieiro. Trajava-se basicamente à européia, com a braga e as ceroulas de crivo. Passou a usar também a bota de garrão de potro, invenção gauchesca típica. Igualmente o cinturão-guaiaca, o lenço de pescoço, o pala indígena, a tira de pano prendendo os cabelos, o chapéu de pança de burro.

A mulher desse rico estancieiro, usava botinas fechadas, meias brancas ou de cor, longos vestidos de seda ou veludo, mantilha, chale ou sobrepeliz, grande travessa prendendo os cabelos enrolados e o infaltável leque.





Peão das Vacarias e China das Vacarias:

O traje do peão das vacarias destinava-se a proteger o usuário e a não atrapalhar a sua atividade - caçar o gado e cavalgar. Normalmente, este gaúcho só usava o chiripá primitivo e um pala enfiado na cabeça. Camisa, quando contava com uma, era de algodão branco ou riscado, sem botões, apenas com cadarços nos punhos, com gola imensa e mangas largas.

As botas mais comuns eram as de garrão-de-potro, que eram retiradas de vacas, burros e éguas.

O peão das vacarias não era de muito luxo. Só usava ceroulas de crivo nas aglomerações urbanas. Andava mais de pernas nuas como os índios. À cabeça, usava a fita dos índios, prendendo os cabelos - que os platinos chamam "vincha" - e também o lenço, como touca, atado à nuca.

O chapéu, quando usava, era de palha (mais comum), e de feltro, (mais raro), e talvez o de couro cru, chamado de "pança-de-burro", feito com um retalho circular da barriga do muar, moldado na cabeça de um palanque.

A mulher vestia-se pobremente: nada mais que uma saia comprida, rodada, de cor escura e blusa clara ou desbotada com o tempo. Pés e pernas descobertas, na maioria das vezes. Por baixo, apenas usava bombachinhas, que eram as calças femininas da época.


Trage Gaúcho - 1820 á 1865
Gaúcho Farroupilha e Mulher Gaúcha:

O período histórico dominado por um novo tipo de chiripá que substitui o anterior de forma de saia. Este obviamente não era adequado à equitação, mas sim a típica indumentária do pedestre, feita para o homem que anda a pé. O chiripá dessa nova fase é em forma de grande fralda, passada por entre as pernas. Este adapta-se bem ao ato de cavalgar e essa é certamente a explicação para o seu aparecimento.As botas são ainda a bota forte, comum, a bota russilhona e a bota de garrão, inteira ou de meio-pé. As longas ceroulas são enfiadas no cano da bota ou, quando por fora, mostram nas extremidades cirvos, rendas e franjas. À cintura, faixa preta e guaiaca, de uma ou duas fivelas. Camisa sem botões, de gola e mangas largas. Jaleco, de lã ou mesmo veludo, e às vezes a jaqueta, com gola e manga de casaco, terminando na cintura, fechada à frente por grandes botões ou moedas. Ao pescoço, lenço de seda, já nas cores mais populares – o branco e o vermelho. Mas muitas vezes em outras cores e com padronagem enxadrezada. Em caso de luto – preto. Com luto aliviado, preto com “petit-pois”, carijó ou xadrez de preto e branco. Aos ombros, pala, bichará ou poncho. À cabeça, a fita dos índios ou o lenço amarrado à pirata e, se for o caso, chapéu de feltro com aba rasteira e copa alta, ou chapéu de palha, sempre presos por barbicacho. Os cabelos do gaúcho, durante muito tempo, foram compridos, tipo índio. Havia quem os trançasse atando as pontas com fitas, o mesmo que as chinas.

A mulher nesta época popularizou um tipo de indumentária na base da saia e casaquinho com discretas rendas e enfeites. Tinham as pernas cobertas com meias, salvo na intimidade do lar. Usavam cabelo solto ou trançado, para as solteiras e em coque para as senhoras. Os sapatos eram fechados e discretos. Como jóias apenas um camafeu ou broche. Ao pescoço vinha muitas vezes o fichú (triângulo de seda ou crochê, com as pontas fechados por um broche). Esse foi o traje padrão da mulher do Rio Grande do Sul nessa época.




Traje Gaúcho - 1965 até hoje
Gaúcho atual e Prenda Tradicionalista:

A bombacha surgiu com os turcos e veio para o Brasil usada pelos pobres na Guerra do Paraguai. Até o começo do século, usar bombachas em um baile, seria um desrespeito. O gaúcho viajava à cavalo, trajando bombachas e trazia as calças "cola fina", dobradas em baixo dos pelegos, para frisar.À cintura o fronteirista usa faixa; o serrano e planaltense dispensam a mesma e a guaiaca da Fronteira é diferente da serrana, por esta ser geralmente peluda e com coldre inteiriço.

A camisa é de um pano só, no máximo de pano riscado. Em ambiente de maior respeito usa-se o colete, a blusa campeira ou o casaco.O lenço do pescoço é atado por um nó de oito maneiras diferentes e as cores branco e vermelho são as mais tradicionais.

Usa-se mais freqüentemente o chapéu de copa baixa e abas largas, podendo variar com o gosto individual do usuário, evitando sempre enfeites indiscretos no barbicacho. Por convenção social o peão não usa chapéu em locais cobertos, como por exemplo no interior de um galpão.As esporas mais utilizadas são as "chilenas", destacando-se ainda as "nazarenas".Botas, de sapataria preferencialmente pretas ou marrons.Para proteger-se da chuva e do frio usa-se o poncho ou a capa campeira e do calor o poncho-pala. Cita-se ainda o bichará como proteção contra o frio do inverno.

Obs: O preto é somente usado em sinal de luto. O tirador deve ser simples, sem enfeites, curtos e com flecos compridos na Serra, de pontas arredondadas no Planalto, comprido com ou sem flecos na Campanha e de bordas retas com flecos de meio palmo na Fronteira.É vedado o uso de bombacha com túnica tipo militar, bem como chiripás por prendas por ser um traje masculino.



A indumentária da prenda é regulamentada por uma tese de autoria de Luiz Celso Gomes Yarup, que foi aprovada no 34º. Congresso Tradicionalista Gaúcho, em Caçapava do Sul:

01 - O vestido deverá ser, preferencialmente, de uma peça, com barra da saia no peito do pé;

02 - A quantidade de passa-fitas, apliques, babados e rendas é livre;

03 - O vestido pode ser de tecido estampado ou liso, sendo facultado o uso de tecidos sintéticos com estamparia miúda ou "petit-pois";

04 - Vedado o decote;

05 - Saia de armar: quantidade livre (sem exageros);

06 - Obrigatório o uso de bombachinhas, rendadas ou não, cujo comprimento deverá atingir a altura do joelho;

07 - Mangas até os cotovelos, três quartos ou até os pulsos;

08 - Facultativo o uso de lenço com pontas cruzadas sobre o peito, também facultado o uso do fichu de seda com franjas ou de crochê, preso com broche ou camafeu, ou ainda do chale;

09 - Meias longas brancas ou coloridas, não transparentes;

10 - Sapato com salto 5 (cinco), ou meio salto, que abotoe do lado de fora, por uma tira que passa sobre o peito do pé;

11 - Cabelo solto ou em trança (única ou dupla), com flores ou fitas;

12 - Facultado o uso de brincos de argola de metal. Vedados os de fantasia ou de plásticos;

13 - Vedado o uso de colares;

14 - Permitido o uso de pulseiras de aro de qualquer metal. Não aceitas as pulseiras de plástico;

15 - Permitido o uso de um anel de metal em cada mão. Vedados os de fantasia;

16 - É permitido o uso discreto de maquiagem facial, sem batons roxos, sombras coloridas, delineadores em demasia;

17 - Vedado o uso de relógios de pulso e de luvas;

18 - Livre a criação dos vestidos, quanto a cores, padrões e silhuetas, dentro dos parâmetros acima enumerados.





Expressões gauchescas

0 comentários
Expressões Gauchescas


A

Abrir cancha - Distanciar-se, abrir espaço para alguém passar.
A cabresto - Conduzido pelo cabresto. Submetido.

Aguentar o tirão - Topar a parada, sustentar com brio uma opinião.

A la pucha - Exprime admiração, espanto.

Andar com a barriga no espinhaço - Andar com fome, magro, desnutrido.

Andar com a cincha na virilha - Necessitar urgentemente de dinheiro, estar em grande apertura financeira.

Andar como cachorro que roubou toucinho - Andar ressabiado, arredio, desconfiado. O mesmo que "Andar como cachorro que lambeu graxa".

Andar como pau de enchente - Andar de um lado para outro, ao sabor dos acontecimentos.

Andar cortando arame com os dentes - Andar sem dinheiro.

B

Bacalhau de porta de venda - Pessoa muito magra, esmirrada, demasiadamente seca.

Baixar o coco - Corcovear, velhaquear.

Boi manso é que arromba a porteira - Em sentido figurado, diz-se do indivíduo de boas maneiras que consegue passar por bom, quando na verdade não o é.

Bolear a perna - Apeiar-se, descer do animal de montaria.

Botar a cola no lombo - Disparar, fugir.

Botar os cachorros - Atiçar os cachorros.

Em sentido figurado, falar mal de alguém.
C

Cabeça de passarinho - Diz-se de pessoa distraída, leviana, desatenta, irresponsável .

Cantar a buena dicha - Descompor, dizer as verdades.

Casar mal a filha - Meter-se o indivíduo em dificuldades.

Cavalo dado não se olha o pelo - Para receber um presente ou favor não se impõem condições.

Cerrar a noite - Escurecer.

Cerrar o tempo - Ameaçar chuva.

Em sentido figurado, haver briga, luta, conflito.

Chegar a jeito - Abordar o assunto com boas maneiras, na ocasião oportuna, a fim de conseguir o pretendido.

Cheirar a defunto - Haver perigo iminente de um conflito de consequências graves.

Churrasquear no mesmo espeto - Terem duas ou mais pessoas grande amizade, entre si. "Churrasqueamos no mesmo espeto", isto é, somos grandes amigos, nos damos muito bem.

Com o estribo frouxo - Descontrolado, perdido, enlouquecido.

Com o pé no estribo - Prestes a partir.

D

Dar a lonca - Deixar-se surrar, dar o couro, apanhar.

Morrer.

Dar carão - Negar-se a moça a dançar quando convidada pelo rapaz, ou vice-versa.

De boca aberta que nem burro que comeu urtiga.

Deixar correr o marfim - Não interferir.

De laço a laço - Em toda a extensão.

Desabar o tempo - Chover forte.

Descambar a madeira - Surrar, espancar.

Em sentido figurado, atacar, censurar, criticar, falar mal de alguém.

Despenhar-se por um canhadão abaixo - Sofrer malogro, insucesso; agir com precipitação e temeridade.

Dobrar o cotovelo - Beber, levar o copo à boca.

E

Embarrar o pastel - Estragar o que estava bom. Pôr um plano a perder.

Em cima do laço - Imediatamente, em seguida, ao pé da letra.

Em quatro paletadas - Em pouco tempo, rapidamente, com facilidade.

Encostar o relho - Surrar, esbordar, castigar, bater de relho.

Endurecer as conjunturas - Morrer.

Enfrenar mal o cavalo - Ser mal sucedido.

Enrolar o poncho - Preparar-se para viajar.

Entrar em curral de rama - Meter-se em complicações.

Entreverar os pelegos - Casar-se, ajuntar-se com mulher.

Espalhar o pé - Dançar.

Fugir.

F

Fazer a viagem do corvo - Sair e demorar muito a regressar.

Fazer costado - Ajudar, colocar-se ao lado de outro.

Fazer-se de chancho rengo - Fazer-se de desentendido. Fazer-se de tolo.

Feliz que nem lambari de sanga.

Fazer-se fumaça - Desaparecer, fugir, ir embora.

Filho de tigre sai pintado - Tal pai, tal filho; o filho se assemelha ao pai.

Fincar as guampas no inferno - Morrer (aplica-se em relação a pessoa indesejável).

Firme que nem prego em polenta.

Forcejar nas quartas - Esforçar-se, esmerar-se, empenhar-se.

Frio de renguear cusco - Muito frio, insuportável.
G

Ganhar de mano - Anteceder-se na disputa de determinada coisa; chegar em primeiro lugar para pedir o que se deseja.

Ganhar nos pelegos - Ir deitar-se, meter-se na cama.

Gastar pólvora em chimango - Desperdiçar esforços, sem proveito nenhum.

Gemer nas puas - Estar sofrendo castigo moral ou tendo aborrecimentos, em consequência de faltas cometidas.

Granar o catete - Realizar-se o fato como estava previsto. "Ele pretendia conseguir aquilo tudo, mas não granou o catete, isto é, não se realizou o que ele pretendia".

H

Há cachorro na cancha - Significa que há qualquer coisa atrapalhando a execução de determinado plano.


I

Ir ao cepo - Ir para o lugar de namoro.

Ir ao pelego - Esbordoar, espancar, surrar alguém.

Ir no pacote - Ser logrado, enganado, iludido.

Ir para o laço - Submeter as pessoas em contenda ou um caso à apreciação judicial, quando não se consegue solução amigável.

Ir para o castigo.

Ir por um canhadão abaixo - Sofrer malogro, insucesso; agir com precipitação e temeridade.

Ir-se a la cria - Largar-se na estrada, ir embora. O mesmo que mandar-se a la cria.


J

Jogar de mano - Jogar em combinação de outrem, comprometendo-se, ambos, a dividirem entre si, igualmente, os lucros ou prejuízos.

Jogar um contra o outro, em igualdade de condições.

Jogar o pelego - Arriscar a vida.

Juntar as esporas - Cerrar as pernas, fincando as esporas no animal de montaria.

Juntar os trapos - Casar, amasiar-se.

Juntar o torresmo - Economizar, juntar dinheiro, enriquecer.


L

Lamber a canga - Tornar-se manso, confiante, submisso, afeiçoado. A expressão tem origem no fato de o boi manso, mesmo quando liberto, solto no campo, gosta de aproximar-se de sua canga e lambê-la.

Lamber a cria - Permanecer o pai em casa mimando o filho recém-nascido.

Lamber esporas - Adular, engrossar, bajular.

Lançar um pealo - Lançar uma indireta.

Largar campo fora - Deixar que vá embora.

Levantar a grimpa - Reagir, não submeter-se, mostrar-se altaneiro, soberbo.

Levar a carga - Insistir na conquista de uma mulher.

Arremeter contra o inimigo.

Levar clavo - Sofrer prejuízo, ser logrado, enganado, ludibriado.

Loco de especial - Muito diferenciado.
M

Mais amontoado que uva em cacho.

Mais angustiado que barata de ponta-cabeça.

Mais apressado que cavalo de carteiro.

Mais atirado que alpargata em cancha de bocha.

Mais baixo que voo de marreca choca.

Mais bonita que laranja de amostra.

Mais chato que gilete caída em chão de banheiro.

Mais conhecida que parteira na campanha.

Mais curto que coice de porco.

Mais difícil que nadar de poncho.

Mais duro que salame de colônia.

Mais faceiro que ganso novo em taipa de açude.

Mais faceiro que guri de bombacha nova.

Mais faceiro que mosca em tampa de xarope.

Mais faceiro que pica-pau em tronqueira.

Mais feio que indigestão de torresmo.

Mais firme que palanque em banhado.

Mais grosso que parafuso de patrola.

Mais grosso que rolha de poço.

Mais medroso que cascudo atravessando galinheiro.



Mais nervoso que gato em dia de faxina.

Mais nervoso que potro com mosca no ouvido.

Mais perdido que cebola em salada de frutas.

Mais perdido que cusco em procissão.

Mais perfumado que mão de barbeiro.

Mais tradicional que fórmula de Minâncora.

Mais tranquilo que água de poço.

Mal enfrenado - Que passa das medidas, que não tem freio.



Marca de estância velha - Diz-se para significar coisa muito conhecida, que permanece sempre igual, que não muda nunca.

Marcar na paleta - Anotar, assinalar, não esquecer o mau procedimento de determinado indivíduo.

Meter a catana - Falar mal de alguém.

Meter a pata - Cometer gafe.

Mondongo duro de pelar - Coisa difícil de fazer.


N
Não aguentar carona - Não suportar afrontas sem reagir.

Não aquentar banco - Não se demorar, em visita. O mesmo que não esquentar o banco.

Não beber água nas orelhas dos outros - Não depender de favores.

Não dar rodeio - Ser o gado sem costeio, bravio, alçado, xucro, chimarrão.

Não temer, não afrouxar, não aguentar desaforo.

Não deixar o adversário em sossego.

Não estar para clavo - Não estar disposto a sofrer prejuízo.

Não fazer mossa - Não causar qualquer abalo.

Não levar qualquer um para compadre - Não aceitar a amizade ou a companhia de qualquer pessoa.

No bico da chocolateira - Imediatamente, ao pé da letra.

Num upa - Num abrir e fechar de olhos. De um golpe, rapidamente.

O

Oigalê - Exprime admiração, espanto, alegria.

Orelhar uma esperança - Alimentar uma esperança.


P

Pagar a mula roubada - Ser obrigado a prestar contas dos atos maus ou dos crimes que tenha praticado.

Passar por debaixo do poncho - Passar ocultamente, contrabandear.

Pisar no tempo - Fugir, ir embora.


Q

Quartear esperanças - Esperar com fé.

Quebrar o corpo - Desviar o corpo.

Em sentido figurado, negar-se alguém a fazer o que havia prometido; fugir a um compromisso.

Que Tal? - Tudo bem?


R
Rebenqueado de saudades - Sofrendo saudades, curtindo a dor da separação.

Riscar estrada - Tocar a galope em viagem. Sair a galope, disparar.

Ruim como a carne da pá - Diz-se da pessoa muito ruim, com alusão à carne de paleta que é de má qualidade.


S

Saber onde moram as corujas - Ser esperto, ser perspicaz, ter grandes conhecimentos.

Sacudir os arreios - Reclamar, opor-se a alguma coisa, discutir acaloradamente, não aceitar oposição.


T

Ter o estômago frio - Ser incapaz de guardar segredo.

Tirar o culo - Ter azar, entrar mal, em uma referência a jogada perdedora do jogo do osso.

Tirar uma tora - Travar luta, brigar.

Dormir uma soneca.

Tranquilo que nem cozinheiro de hospício.

Tratar burro a pão de ló - Tratar bem a pessoa que não merece ser bem tratada.

U

Um viva a la Pátria - Uma bagunça, uma desordem.

V

Ver-se em assado - Ver-se atrapalhado, ver-se em dificuldades.

Visita de soltar os bois - Visita demorada.







REFERÊNCIAS: > http://www.geocities.com/potreiro/expresso.html

> http://ale-sistemas.com/wp/2008/07/05/expressoes-gauchas/

> http://rvc.ideiah.com.br/?p=96

> http://fotorc.multiply.com/journal/item/5







Dicionário Gauchesco

0 comentários
A

Abichornado: Aborrecido, triste, desanimado.

Achego: Amparo, encosto, proteção.

Açoiteira: Parte do relho ou rebenque, constituída de tira ou tiras de couro, trançadas ou justapostas, com a qual se castiga o animal de montaria ou de tração.

Acolherar: Unir dois animais por meio de uma pequena guasca amarrada ao pescoço; Unir, juntar, com relação a pessoas.

Agregado: Pessoa pobre que se estabelece em terras alheias, com autorização do respectivo dono, sem pagar arrendamento, mas com determinadas obrigações, como cuidar dos rebanhos, ajudar nas lidas de campo e executar outros trabalhos.

Água-Benta: Cachaça, destinada a ser bebida ocultamente.

Água-de-cheiro: Perfume, extrato.

Alambrado: Aramado. Cerca feita de arame para manter o gado nas invernadas ou potreiros.

Amargo: O mesmo que chimarrão.

Anta: Pessoa interesseira.

Aporreado: Cavalo mal domado, indomável, que não se deixa amansar. Aplica-se, também ao homem rebelde.

Aprochegar: Chegar perto, unir-se.

Arapuca: Armadilha para pegar passarinhos; trapaça.

Arreios: Conjunto de peças com que se arreia um cavalo para montar.

Azulego: Pelagem de cavalo azul quase preto, entremeado de pintas brancas, produzindo um reflexo azulado.



B


Bagual: Cavalo manso que se tornou selvagem. Reprodutor, animal não castrado.

Baio: Pelagem de cavalo cor de ouro desmaiado.

Baita: Grande, enorme.

Baixeiro: Espécie de lã, integrante dos arreios, que põe no lombo do cavalo, por baixo da carona.

Bichará: poncho feito de tecido grosseiro de lã.

Biriva: Nome dado aos habitantes de cima da Serra, descendentes de bandeirantes, ou aos tropeiros paulistas, os quais geralmente andavam em mulas e tinham um sotaque especial diferente do da fronteira ou da região baixa do Estado. Variações: beriva, beriba, biriba.

Bodoque: Estilingue, funda.

Bóia: Comida.

Boleadeiras: Instrumento de captura desenvolvido pelos índios charruas. É feito com três pedras redondas, presas por uma tira de couro trançado. Usa-se rodando acima da cabeça e lançando nas pernas do animal. Com o movimento, ao bater nas pernas, enrola e derruba o animal, prendendo-o.

Bolicho: Casa de negócios de pequeno sortimento e de pouca importância. Bodega. Venda.

Bolicheiro: Dono de bolicho.

Bragado: Pelagem de cavalo, com grandes manchas brancas pela barriga.

Brasino: Pelagem de cavalo, vermelho com listras pretas ou quase pretas.

Bruaca: Bolsa de couro que se coloca sobre o cavalo guardando os pertences de viagem.

Buena: Boa, gostosa. Interjeição, como olá.

Buenacho(a): Bom, generoso, afável, bondoso, cavalheiro. Boa, gostosa.

Bueno: Bom, gostoso. Mas, bem.

Bugio: Macaco de médio porte, comum na região. Tipo de música e dança. Pelego curtido e pintado, em geral forrado de pano.



C


Cabresto: Peça de couro que é apresilhada ao buçal para segurar o cavalo ou o muar.

Cacho: A cola, o rabo do cavalo; caso com uma mulher.

Cambicho: Apego, paixão, inclinação irresistível por uma mulher.

Campear: procurar o gado pelos campos.

Campo de Lei: Campo de ótima qualidade.

Cancha: Local preparado para jogo ou mesmo para lida. Ora é a cancha de corrida com trilhos para os parelheiros. Palavra de origem quíchua tem muitas aplicações, desde local de reuniões a caminho simplesmente: "Quando me enredo na sorte, abro cancha e sigo em frente".

Carboteiro(a): Alguém difícil, que não dá bola.

Carpeta: Jogo de Baralho.

Carreira: Corrida de cavalos, em cancha reta. Quando participam da carreira mais de dois parelheiros, esta toma o nome de penca ou califórnia.

Carreteiro: Prato típico, feito com arroz e charque.

Caudilho: Chefe militar; manda-chuva.

Cestroso: Temeroso, preocupado, cabisbaixo.

Cavalo de Lei: Animal muito veloz, capaz de percorrer duas quadras (264m) em 16 segundos ou menos.

Chalana: Embarcação ou lancha grande e chata.

Charla: Conversa.

Chasque: Recado; mensagem.

Chimango: Alcunha dada no Rio Grande do Sul aos partidários do governo na Revolução de 1929.

China: mulher gaúcha; descendente ou mulher de índio, ou pessoa de sexo feminino que apresenta alguns dos traços característicos étnicos das mulheres indígenas; cabloca, mulher morena; mulher de vida fácil; esposa.

Chinoca: Mulher, menina.

Cincha: Peça dos arreios que serve para firmar o lombilho ou o serigote sobre o lombo do animal.

Credo: Exclamação de espanto.

Cuiudo: O mesmo que colhudo.

Cupincha: Companheiro, amigo, comparsa.

Cusco: Cão pequeno, cão de raça ordinária. O mesmo que guaipeca, guaipé.


D

Daga: Adaga, facão.

Derriba: Do lado de cima.

Doma: Ato de domar. Ato de amansar um animal xucro.

Domador: Amansador de potros. Peão que monta animais xucros.



E



Embretado: Encerrado no brete; metido em apertos, apuros ou dificuldades; enrascado, emaranhado.

Entrevero: Mistura, desordem, briga, confusão de pessoas, animais ou objetos.

Erva-Caúna: Variedade de erva mate de má qualidade, amarga.

Erva-Lavada: Erva já sem fortidão por ter servido para muitos mates.

Esgualepado: Vivente meio desarrumado, desengonçado, liquidado por causa da canha ou da peleia.

Estrela-Boieira: Estrela d’alva, planeta Vênus.

Estribo: Peça presa ao loro, de cada lado da sela, e na qual o cavaleiro firma o pé.

Estropiado: Diz-se o animal sentido dos cascos, com dificuldade de andar, em conseqüência de marchas por estradas pedregosas.



F


Facada: Pedido de dinheiro feito por indivíduo vadio, incapaz de trabalhar, que não pretende restituí-lo.

Faceiro: Contente.

Fatiota: Terno; conjunto de roupas do homem: calça, colete e paletó.

Fiambre: Alimento para viagem, geralmente carne fria, assada ou cozida.

Flaquito: Fraco, cansado, magro, pobre.

Flete: Cavalo bom e de bela aparência, encilhado com luxo e elegância.

Fora: No campo.

Funda: Estilingue, bodoque.
G

Gadaria: Porção de gado, grande quantidade de gado, o gado existente em uma estância ou em uma invernada.

Galpão: Construção rústica, existente nas estâncias, destinada ao abrigo de homens e de apetrechos.

Gato: Bebedeira, porre, embriaguez.

Gaudério: Pessoa que não tem ocupação séria e vive à custa dos outros, andando de casa em casa; parasita; amigo do viver à custa alheia.

Graxaim: Guaraxaim, sorro, zorro. Pequeno animal semelhante ao cão, que gosta de roer cordas, principalmente de couro cru e engraxadas ou ensebadas, e de comer aves domésticas. Sai, geralmente, à noite. É muito comum em toda a campanha.

Gringo: Denominação dada ao estrangeiro em geral, com exceção do português e do hispano-americano.

Guaiaca: Cinto largo de couro macio, às vezes de couro de lontra ou de camurça, ordinariamente enfeitado com bordados ou com moedas de prata ou de ouro, que serve para o porte de armas e para guardar dinheiro e pequenos objetos.

Guaipeca: Cão pequeno, cusco, cachorrinho de pernas tortas, cãozinho ordinário, vira-lata, sem raça definida. Pequeno, de minguada estatura; aplica-se, também, às pessoas, com sentido depreciativo.

Guampa: O mesmo que chifre, usado nos mesmos vários sentidos.

Guapo: Forte, vigoroso, valente, bravo.

Guasca: Tira, corda de couro cru, isto é, não curtido; homem rústico, forte, guapo, valente.

Guasqueaço: Pancada, golpe dado com guasca. Relhaço, relhada, chicotada, chibatada, correada, açoite.

Guri: Criança, menino, piazinho, piazito, serviçal para trabalhos leves nas estâncias.


H


Haragano: Cavalo que, por viver muito tempo solto, sem prestar serviço, se torna arisco, espantadiço.

Hasta: Até.


I


Iguaria: Culinária, comida.

Indiada: grande quantidade de homens do campo.

Índio: Indivíduo, sujeito pobre.

Invernada: Grande extensão de campo cercado. Nas estâncias, geralmente, há diversas invernadas: para engordar, para cruzamento de raças, etc.

J



João-Grande: Pessoa alta, metido, ganancioso.

Judiado: Machucado, sem forças, acabado.

Juiz: Pessoa que julga a chegada dos parelheiros, nas carreiras, em cada laço. O mesmo que julgador.

Jururu: Cabisbaixo, tristonho, abatido.



L

Lábia: Habilidade de conversa.

Lançante: Forte declive num cerro ou coxilha.

Lasqueado: Trouxa, metido a besta, passado.

Lida: Trabalho no campo. Qualquer tipo de trabalho.

Loco: Interjeição para muito, como em: "Loco de especial".

Lomba: Qualquer terreno em declive.


M

Macanudo: Designa alguém bonito ou algo legal.

Maleva: Bandido, malfeitor, desalmado; cavalo infiel, que por qualquer coisa corcoveia. Maludo: Cavalo inteiro, garanhão. Diz-se do animal com grandes testículos.

Mangueira: Grande curral construído de pedra ou de madeira, junto à casa da estância, destinado a encerrar o gado para marcação, castração, cura de bicheiras, aparte e outros trabalhos.

Manotaço: Pancada que o cavalo dá com uma das patas dianteiras, ou com ambas; bofetada, pancada com a mão dada por pessoa.

Mate: O mesmo que chimarrão.

Matungo: cavalo velho, muito manso, quase imprestável.

Maula: Covarde, medroso.

Mosquinha: Mosquito borrachudo.

N

Negacear: Recusar-se, resistir.

Negrinho: Designação carinhoso que se dá a crianças ou a pessoas que se tem afeição.


O

Orelhano: Animal sem marca, nem sinal; gaúcho sem origem conhecida.

P

Paisano: Do mesmo país; amigo, camarada; civil.

Pala: Poncho leve, de brim, lã ou seda, de feitio quadrilátero e com as extremidades franjadas.

Palanque: Esteio grosso e forte cravado no chão, com mais de dois metros de altura e trinta centímetros aproximadamente de diâmetro, localizado na mangueira ou curral, no qual se atam os animais, para doma, para a cura de bicheiras ou outros serviços.

Papudo: Indivíduo que tem papo. Balaqueiro, jactancioso, blasonador. O termo é empregado para insultar, provocar, depreciar, menosprezar outra pessoa, embora esta não tenha papo.

Patrão: Designação dada ao presidente de Centro de Tradições Gaúchas (CTG) ou ao dono da estância ou fazenda.

Patrão-Velho: Deus.

Pelea ou Peleia: Peleja, pugilato, contenda, briga, rusga, disputa, combate.

Pelear: Brigar, lutar, combater, pelejar, teimar, disputar.

Pelego: Couro da ovelha, com a lâ, usado para amaciar a montaria, colocado acima dos arreios. Por deixar-se montar, sujeito submisso a um ou a vários outros.

Petiço: Cavalo pequeno, curto, baixo.

Piá: Menino, guri, caboclinho.

Pingo: Cavalo.

Piquete: Pequeno potreiro, ao lado da casa, onde se põe ao pasto os animais utilizados diariamente.

Poncho: Espécie de capa de pano de lã, de forma retangular, ovalada ou redonda, com uma abertura no centro, por onde se enfia a cabeça. É feito geralmente de pano azul, com forro de baeta vermelha. É o agasalho tradicional do gaúcho do campo. Na cama de pelegos, serve de coberta. A cavalo, resguarda o cavaleiro da chuva e do frio.

Potrilho: Animal cavalar durante o período de amamentação, isto é, desde que nasce até dois anos de idade. Potranco, potreco, potranquinho.

Prenda: A mulher do gaúcho. Mulher bonita, com bons dotes, prendada.

Pulperia: Pequena casa de negócio no campo, bodega.


Q

Queixo-Duro: Cavalo que não obedece facilmente a ação das rédeas; pessoa teimosa.

Quera: homem, gaúcho, gaudério.

Queréla: Disputa, discussão.

Quero-Mana: Denominação de antigo bailado campestre, espécie de fandango. Canto popular executado ao som de viola.

Quincha: Cobertura de casa ou carreta, feita de santa-fé ou de outro capim seco.

R

Rebenque: Chicote curto, com o cabo retovado, com uma palma de couro na extremidade. Pequeno relho.

Redomão: Cavalo recém domado, que ainda não está bem manso.

Regalo: Presente, brinde.

Relho: Chicote com cabo de madeira e açoiteira de tranças semelhantes a de laço, com um pedaço de guasca na ponta.

Reponte: Ato de tocar por diante o gado de um lugar para o outro.

Repontar: Tocar o gado por diante de um lugar para outro.

Rosilho: Cavalo de pelo avermelhado.

Russilhonas: Botas de cano alto, de couro amarelo.

S
Sanga: Pequeno curso d'água menor que um regato ou arroio.

Selin: Sela própria para uso da mulher.

Sesmaria: Antiga medida agrária correspondente a três léguas quadradas, ou seja a 13.068 hectares. São 3000 por 9000 braças; ou 6.600 por 19.800 metros; ou ainda, 130.680.000 metros quadrados.

Sinuelo: Animal manso, que serve de guia dos outros xucros.

Surungo: Arrasta pé, baile de baixa classe, caroço.

Sorro: graxaim.

Sorro manso:expressão que designa alguém ladino, esperto, que age mas não aparece (dá o tapa e esconde a mão).

Sorver: Beber aspirando, beber lentamente.
T

Taco: Diz-se ao indivíduo capaz, hábil, corajoso; guapo.

Taipa: Represa de leivas, nas lavouras de arroz; cerca de pedra, na região serrana; tapado, burro, ignorante.

Taita: Indivíduo valentão, destemido, guapo.

Talagaço: Pancada com tala (ex: talagaço de adaga, fig: levou um talagaço da vida).

Talho: Corte, ferimento.

Tapera: Casa de campo, rancho, qualquer habitação abandonada, quase sempre em ruínas, com algumas paredes de pé e algum arvoredo velho. Diz-se da morada deserta, inabitada, triste.

Tchê: Meu, cara.

Tirador: Espécie de avental de couro macio, ou pelego, que os laçadores usam pendente da cintura, do lado esquerdo, para proteger e o corpo do atrito do laço. Mesmo quando não está fazendo serviços em que utilize o laço, o homem da fronteira usa, freqüentemente, como parte da vestimenta, o seu tirador, que por vezes é de luxo, enfeitado com franjas, bolsos e coldre para revólver.

Tosa: Tosquia, toso, esquila.

Tosquiador: Homem que realiza a tosa, ou tosquia.

Tranco: Passo largo, firme e seguro, do cavalo ou do homem. Ex: andar ao tranco.

Tranquito: passo lento.

Tramposo: Intrometido, trapaceiro, velhaco.

Três-Marias: Boleadeiras.

Tropeiro: Condutor de tropas, de gado, de éguas, de mulas, ou de cargueiros. Pessoa que se ocupa em comprar e vender tropas de gado, de éguas ou de mulas. Peão que ajuda a conduzir a tropa, que tem por profissão ajudar a conduzir tropas. O trabalho do tropeiro é um dos mais ásperos, pois além das dificuldades normais da lida com o gado, é feito ao relento, dia e noite, com chuva, com neve, com minuano, com soalheiras inclementes, exigindo sempre dedicação integral de quem realiza.


U

Uma-de-pé: Uma briga, conflito, luta.

Upa: Abraço. Rápido.

Usted: Você; usado na fronteira.

V

Vacaria: Grande número de vacas; grande extensão de campo que os jesuítas reservavam para criação de gado bovino.

Vaqueano: Aquele que, conhecendo bem os caminhos e atalhos de um lugar ou região, serve de guia.

Varar: Atravessar, cruzar.

Vareio: Susto, sova, surra, repreensão.

Vaza: Vez, oportunidade.

Vil: Covarde, desanimado, fraco.

Vivente: Pessoa, criatura, indivíduo.

X

Xepa: Comida.

Xerenga: Faca velha, ordinária.

Xirú: O mesmo que chirú.

Xucro: Diz-se do animal ainda não domado, bravio, arisco.


Z

Zaino: Cavalo castanho

escuro.

Zarro: Incômodo, difícil de fazer, chato.

Zunir: Ir-se apressadamente, soar.





REFERÊNCIAS: > Minidicionário Guasca - Zeno Cardoso Nunes - Rui Cardoso Nunes;

> Pesquisas do CTG Potreiro da Várzea.

> http://fotorc.multiply.com/journal/item/5






Símbolos do RS

0 comentários
Os símbolos do RS

A bandeira

A Bandeira do Estado do Rio Grande do Sul foi utilizada pela primeira vez no dia 12 de Novembro de 1836, quando o governo da República Rio-Grandense, instalado em Piratini, baixou o decreto criando o "Escudo d'armas da República, assim entendido o pavilhão dos Farroupilhas.
A Bandeira compõe-se de três panos: verde (acima), vermelho (no centro) e amarelo (em baixo) em tonalidades normais. Possui uma elipse vertical em pano branco, onde está inserido o brasão. Num lenço, ao centro do brasão, se lê a inscrição "República Rio-Grandense" e sob o brasão, o lema "Liberdade, Igualdade, Humanidade".
A Bandeira foi oficialmente adotada pelo decreto estadual nº 5.213, de 5 de Janeiro de 1966, sendo governador, Ildo Meneghetti. Deve-se sua concepção ao farroupilha Bernardo Pires, em trabalho conjunto com José Mariano de Mattos.



O brasão

 


O Brasão foi adotado pelo mesmo decreto que instituiu o Hino e a Bandeira do Estado. Acredita-se que foi desenhado originalmente pelo padre Hidelbrando e em arte final pelo Major Bernardo Pires, sendo muito semelhante ao usado na época dos farrapos. O brasão é o mesmo que aparece no centro da bandeira estadual.


Hino Riograndense

Oficializado pelo Lei 5.213, de 5.1.1966



Letra: Francisco Pinto da Fontoura (mais conhecido pela alcunha de Chiquinho da Vovó)

Música: Comendador Maestro Joaquim José de Mendanha

Harmonização: Antônio Corte Real



Como a aurora precursora


do farol da divindade,


foi o Vinte de Setembro


o precursor da liberdade.



Estribilho:


Mostremos valor, constância,


nesta ímpia e injusta guerra,


sirvam nossas façanhas


de modelo a toda terra.



Mas não basta pra ser livre

ser forte, aguerrido e bravo,

povo que não tem virtude

acaba por ser escravo.


O Mate - Chimarrão



A importância do mate na formação do Gaúcho foi além do aspecto econômico, pelo seu uso generalizado tornou-se tradicional.

A erva-mate (ilex paraguaiensis ilex-mate) é uma planta nativa do Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, e Paraguai.

O uso de erva-mate remonta aos índios guaranis que habitavam este território. Segundo várias fontes históricas, inicialmente o mate era usado somente pelo feiticeiro ou pajé que recebia inspiração e proteção, atribuindo seu uso à Tupã (Deus do Trovão) que transmitia suas virtudes através dela.

Para tomar mate, o guarani usava o porongo, fruto de uma planta rasteira. Esse porongo, depois de seco e cortado fornecia um recipiente, chamado em guarani caígua, isto é, caa (erva), i (água) e guá (recipiente). A água era servida através de um canudo de taquara chamado tacuápi: tacuá (cana oca), api (lisa ou alisada). Este canudo apresentava na base inferior um detalhado trançado de fibras, o bojo, impedindo que as partículas da folha (erva) fossem ingeridas; era o protótipo da bomba.

A cambona ou chaleira era chamada itacuguá: i (água), tacu (quente) e guá (recipiente), recipiente para água quente, que era de cerâmica, onde colocavam água e esquentavam colocando pedrinhas retiradas do fogo.

Alguns historiadores atribuem a torrefação da erva-mate (barbaquá), aos jesuítas.

O mate logo passou dos índios para os conquistadores, e daí para os mestiços, crioulos, negros, açorianos e colônias de imigrantes, atravessando o tempo como algo valiosíssimo, conservando suas caracteríticas e confirmando a tradição popular até nossos dias.

O mate também simbolizou, ao longo dos séculos, a hospitalidade do gaúcho, que é uma das marcas tradicionais do nosso povo.

A importância do mate na formação do Gaúcho foi além do aspecto econômico, pelo seu uso generalizado tornou-se tradicional.

A erva-mate (ilex paraguaiensis ilex-mate) é uma planta nativa do Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, e Paraguai.

O uso de erva-mate remonta aos índios guaranis que habitavam este território. Segundo várias fontes históricas, inicialmente o mate era usado somente pelo feiticeiro ou pajé que recebia inspiração e proteção, atribuindo seu uso à Tupã (Deus do Trovão) que transmitia suas virtudes através dela.

Para tomar mate, o guarani usava o porongo, fruto de uma planta rasteira. Esse porongo, depois de seco e cortado fornecia um recipiente, chamado em guarani caígua, isto é, caa (erva), i (água) e guá (recipiente). A água era servida através de um canudo de taquara chamado tacuápi: tacuá (cana oca), api (lisa ou alisada). Este canudo apresentava na base inferior um detalhado trançado de fibras, o bojo, impedindo que as partículas da folha (erva) fossem ingeridas; era o protótipo da bomba.

A cambona ou chaleira era chamada itacuguá: i (água), tacu (quente) e guá (recipiente), recipiente para água quente, que era de cerâmica, onde colocavam água e esquentavam colocando pedrinhas retiradas do fogo.

Alguns historiadores atribuem a torrefação da erva-mate (barbaquá), aos jesuítas.

O mate logo passou dos índios para os conquistadores, e daí para os mestiços, crioulos, negros, açorianos e colônias de imigrantes, atravessando o tempo como algo valiosíssimo, conservando suas caracteríticas e confirmando a tradição popular até nossos dias.

O mate também simbolizou, ao longo dos séculos, a hospitalidade do gaúcho, que é uma das marcas tradicionais do nosso povo.
 
 
O quero-quero tem voz extremamente estridente. Adota, às vezes, a tática de pescar, semelhante a certas garças, espantando larvas de insetos e peixinhos ocultos na lama, mexendo rapidamente um pé. É comum em todo o folclore brasileiro, de Norte a Sul, participar de cantos, estórias, tradições. Também é cantado e citado em poemas regionais do Rio Grande do Sul.


Rui Barbosa, em 1914, incluiu-o num discurso célebre pela vivacidade maliciosa e originalidade da sátira. Evocou a “figura imperatória do quero-quero, o chantecler dos potreiros. Este pássaro curioso, a que a natureza concedeu o penacho da garça real, o vôo do corvo e a laringe do gato, tem o dom de encher os descampados e sangas das macegas e canhadas com o grito estrídulo, rechinante, profundo, onde o gaúcho descobriu a fidelíssima onomatopéia que o batiza”.

O quero-quero


Ave tradicional dos campos gaúchos, com o chamativo de preto, branco e cinzento na plumagem, o penacho na cabeça com cauda branca e os olhos vermelhos. O quero-quero é facilmente encontrado em todas as estações do ano, em qualquer parte do Estado onde existe um pedaço pequeno de seu habitat preferido, o campo.

Vive em casais e a fêmea normalmente põe de três a quatro ovos em campo aberto. O casal defende rigorosamente seu território de criação, com vôos rasantes, atacando os intrusos. Possui um esporão pontudo, ósseo, no encontro da asa e que pode ser usado para a sua defesa.

Vê-lo cruzando no céu ou ouvi-lo cantando ao longe é como receber boas-vindas por estar no RS. Chamado de “Sentinela dos Pampas”, está sempre em alerta, noite e dia, dando sinais a grande distância de quem se aproxima.
 
 
O brinco-de-princesa
 
A família botânica das Onagráceas é originária da América Central, e no Rio Grande do Sul, ocorre nas regiões mais altas, no Noroeste do Estado.

A indicação da Fuchsia regia como flor-símbolo, foi devido o seu aspecto de grande beleza, facilidade de cultivo e potencial paisagístico.

As flores “brincos-de-princesa”, em sua grande maioria, cultivadas como plantas ornamentais, são híbridas, e que se contam hoje aos milhares.

Caracterizam-se por serem arbustos de folhas ovais ou lanceoladas (forma de lança), algo denteada (de bordos com entalhes perpendiculares a linha do comprimento), opostas, caules flexíveis, que lignificam ao passar do tempo. As flores são axilares isoladas, mas abundantes: cálice tubular dividido em quatro sépalas e corola com quatro pétalas de cores vermelho-arroxeadas, envolvendo a corola roxo-violeta.

São cultivadas a pleno sol ou à meia-sombra, geralmente como plantas isolada, apoiado em grades, colunas e postes ou em vasos e jardineiras, como plantas pendentes. Destacam-se por se adaptar a climas frios e a tolerar geadas. As flores são muito visitadas por beija-flores.

Multiplicam-se facilmente por estaquia, principalmente quando preparadas nos meses de verão e colocadas para o enraizamento dentro de estufas. Requerem solos com bom teor de matéria-orgânica.

Entre as espécies naturais do Brasil, além de Fuchsia regia, figuram: F. petiolaris, F. glazioviana, F. mollis, F. pubescens, e a trepadeira F. integrifolia, que chega atingir 10 metros de altura.

De todas as espécies citadas, a mais surpreendente provavelmente seja a Fuchsia exorticata, da Nova Zelândia, que chega alcançar 15 metros de altura.
 
O cavalo crioulo
 
 
Rústico, resistente e versátil. O cavalo Crioulo reúne estas características tão cobiçadas pelos criadores depois de mais de 400 anos de seleção natural em pastagens escassas, temperaturas extremas, caminhos trágicos de feridas e sede.Inspira sentimentos traduzidos em canções, poesias, pinturas e esculturas.

O símbolo do Rio Grande é sinônimo de companheirismo e devoção, alimentados por séculos de interdependência.

Sempre fiel, foi o guerreiro dos índios, garantiu a sobrevivência, auxiliando na busca do alimento e servindo como arma tamanha força e valentia em guerras e batalhas travadas pela História. E foi esta coragem e habilidade que concretizou o sonho de liberdade, independência e mantém registrada a imagem do herói Sepé Tiaraju empunhando uma lança, montado em seu cavalo Crioulo.

Hoje, mesmo com o avanço tecnológico, o cavalo ainda não pode ser substituído por máquinas nas lidas de campo. Talvez, porque no pensamento mais profundo, o homem não queira perder este, muitas vezes, membro da família, outras tantas, amigo - como se pode sintetizar esta relação de afeto entre o gaúcho e seu cavalo